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Em poucos dias, terei que dizer adeus a mais um colega de trabalho. Apesar de ser corriqueiros e despedir das pessoas, já que o ser humano muda e não permanece no mesmo lugar por toda a sua vida, algumas vezes ter que dizer adeus incomoda mais que o comum.
Infelizmente, a vida é assim mesmo. Por mais querida que uma pessoa seja, o fato de você gostar dela não vai impedir que os rumos dela trilhem caminhos diferentes dos seus. Se vocês se gostarem muito, pode ser que um dos dois abra mão do seu futuro para continuarem juntos. Mas caso contrário, elas se vão, e você não pode fazer nada quanto a isso.
Talvez seja essa ida inevitável que faça a gente olhar para o passado e relembrar quanta gente querida já passou por nós e quantas delas nos fazem sorrir pela lembrança. As pessoas-sorriso, vultos gostosos da memória, cumpriram sua missão: deixaram algo de bom e foram importantes o suficiente para marcar nossas vidas.
Nem todas as pessoas que nos deixam (ou que nós deixamos, afinal, não somos estáticos também) vão deixar essa marca. Mas isso nem sempre significa algo perdido. Nós sempre ensinamos e aprendemos, com todas as pessoas que nos rodeiam. E em algum momento, elas terão que nos deixar para ensinar pessoas em outros lugares e também, para criar espaços em nossas vidas para novas pessoas.
Entrarem.
Nos ensinarem.
Irem embora.
Por que a vida é assim, vai e vem infinito. A dorzinha no peito do adeus é algo bom. E por mais que você saiba que talvez nunca mais volte a ver a pessoa foi especial para você, tenha a certeza de que, de certa forma, vocês já estão unidos para sempre na lembrança. As pessoas sempre se vão, mas o sorriso da lembrança fica.
Para ler ouvindo: http://www.youtube.com/watch?v=HXaRz5me_w8
